terça-feira, 6 de abril de 2010

O Pior Professor da Minha Vida

Houve um tempo em que as pessoas usavam seus blogs para contar de suas vidas e desabafar, hoje retomarei um pouco disso.

Já tive muitos professores ruins nessa minha vida, mas nunca nenhum foi tão ruim. A aula de Audiovisual tinha tudo para ser uma aula extremamente maneira onde não só aprenderíamos a mexer com câmeras e roteiros, como também produziríamos nossos próprios curtas e peças publicitárias. Mas o que encontramos foi um professor escroto (que quem sabe seria bipolar se alguma de suas duas personalidades fosse agradável) que não entende nada de tecnologias (e quando eu digo isso, estou me referindo ao fato de ele não conseguir mexer em um aparelho de dvd e levar suas fitas VHS para a aula, ou ser incapaz de ligar um computador, quanto menos editar um vídeo), extremamente grosso e autoritário e praticante da pior das ironias e dos sacarmos (e quando eu digo "pior" eu me refiro a falta de habilidade dele em fazê-los). Você deve estar imaginando que esse professor seja uma daquelas múmias que sobrevivem por anos dando aula nas universidades federais deste país e que se julgam donos da universidade, e você se engana totalmente. Estou falando de um carioca, na faixa dos seus 40 anos, que odeia o fato de dar aula em Goiás e faz questão de apontar todos os erros de falha e estrutura existentes na UFG e na cidade. Não que ele tenha chegado por aqui agora, ele deu aula aqui por muito tempo, saiu para fazer seu mestrado durante 4 anos e voltou agora. Mas o que parece é que ele foi expulso da UFRJ e obrigado a trabalhar aqui por um tempo. Atrasou 40 minutos certo dia por ter pegado o ônibus errado e não conseguiu achar onde pegava o ônibus de volta. Gastou 50 reais num taxi para chegar a faculdade. Reclama das câmeras, da ilha de edição, dos computadores, das salas, do tempo para realizar as coisas, dos alunos, da coordenação, reclama de tudo. Agora você pode pensar também que ele é arrogante desse jeito porque entende demais da matéria mas, eu já citei que ele é um pária tecnológico? Ele não saber mexer com as câmeras, nem com a ilha de edição. Confunde os planos da câmera, não consegue explicar estrutura de roteiro, passa trabalhos que são modificados drasticamente DURANTE a realização dos mesmo, nos manda filmar curtas de roteiros (sem nexo, além da breguice pura e das marcas de ferrugem do grampo e da máquina de escrever) escritos por ele próprio. Em sua primeira aula, ele pediu para que produzíssemos um roteiro para filmarmos no trabalho final. Quando apresentamos o roteiro pra ele, ele deu chilique porque o que ele queria era a adaptação de um conto. Ao escolhermos um conto e mostrarmos pra ele, ele deu um chilique porque o conto tinha que ser do Machado de Assis. Enquanto meu grupo olhava pra ele com cara de "Q", ele pagava mais um sapo interminável sobre como ninguém fazia nada direito. A última aula dada por ele foi a gota d'água. Após ter problemas ao ligar o videocassete (pediu nossa ajuda e eu inocentemente sugeri que ele ligasse o "POWER", funcionou), ele começa a gritar para sentarmos com nossos respectivos grupos. Após todos fazermos o que ele pediu, ele começa a gritar que os grupos devem ficar distantes um dos outros para que ele pudesse diferenciar os grupos (o que era impossível devido ao numero de grupos e o tamanho da sala), assim ele começa a gritar que é pra ficar todo mundo em fila que ele aplicaria uma prova. Enquanto o assistente que estava ajudando com as câmeras, videocassetes e etc, o observava chocado, ele explicava que iria ler um conto e que tinhamos que roteirizá-lo individualmente ao mesmo tempo que ele lia usando todas as definições de um outro texto lá que ensinava a fazer roteiros, tarefa essa impossível, visto que fazíamos tudo a mão. Até chegar a hora que ele diz que é pra entregar na próxima aula, mas isso foi depois de muita enrolação e encheção de saco. Aí ele começou a passar curtas que não deram certo feito por ex-alunos para apontar os defeitos (anti-ético?). E eu desisti e fui embora. Uma hora e meia depois ele libera os alunos, muito depois do que ele tinha que liberar e sem dar intervalos (tenho 4 aulas juntas, com um intervalo entre as duas do meio). Já tive professores grilados, bipolares, que não sabiam como passar o conhecimento para seus alunos, mas esse é o primeiro que além disso tudo, não tem conhecimento nenhum sobre a matéria que está dando.