quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Labirinto.

Existe uma técnica para sair de labirintos, infelizmente não existe uma pra entender o que eu sinto. A mão direita acompanha a parede do início até o final, indicando a entrada e a saída. O caminho é maior mas é seguro. Já minha mão direita só segura o peito com força como se minha dor autoinflingida fosse superar a dor interna. É como se eu soubesse o caminho mas o conhecimento não fosse exatamente a resposta certa. O instinto vai me levar para a saída, talvez não a saída que eu esperava, mas para fora. Mas como acessá-lo? Acostumado a ter o mapa na mão, é díficil demais continuar. Mas existe uma técnica, que deixa o caminho maior e mais seguro. Observo os outros e parece fácil, eles se perdem, encontram becos e voltam até achar outro caminho. Eventualmente a saída aparece. A naturalidade que se perdem e continuam me espanta. Como virar a próxima curva sem tentar entender o que vem depois?  Mas existe uma técnica. Existe uma técnica para sair do labirinto.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Cicatrizes.

Existe um certo charme no imperfeito
Na cicatriz, no desequilíbrio do defeito
O grão da foto, o leve desfoque
O sorriso torto, o abraço que
não encaixa direito.

Traz conforto ver no outro
Tudo que me culpa ver em mim

Sintomas escondidos sob a luz do camarim
Máscara que se usa todo dia no trabalho
Mas que no quarto abre guarda
Guarda sua insegurança, dança do meu lado
O frágil em você é o que precisa ser conservado.