segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bala de Carabina

Um alvo em meu peito cheio de furos de um olhar
Que mata como pistola golpe de vista e vida
Como tiro ao alvo e ao álvaro e a mim
E a todos os outros que tentaram
Se proteger de tudo que vem de você

Toques inocentes nunca inocentam realmente
O sorriso planejado e brilhante, o encanto bobo
De uma bruxa cruel que conhece todo seu poder

E sabe que é só ligar que eu volto
E ele volta e todos voltam porque é essa nossa sina
De não se controlar ao menor sinal de simpatia fina
Ou de atenção.

Volto porque sei que por pior que seja serei
O melhor de mim pra tentar te impressionar
Volto porque sei que o pior que você me faz
Ainda é melhor do que o que sinto sem você

E quando cansar de maus-tratos e rasgar nossos retratos
Que você nunca realmente quis tirar
Quando cansar de ser eu serei outro alguém
Que vive sem você fingir mesmo nunca se importar

Mas no fundo, o peito marcado de bala,
Lata furada e retorcida de um alvo a distância
Só aceitar que não há remendo que segure algo ali dentro
Novamente.

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