quarta-feira, 21 de junho de 2017

O bobo não leva a culpa.

O lobo em pele de cordeiro
Passava tanto tempo camuflado
Que quando questionado
Se era carneiro ou se era lobo
Se fazia de bobo ou se confundia.
É que repetindo para si todo dia
Na hora de deitar no travesseiro
Com o tempo ele foi esquecendo
Se era lobo ou se era carneiro

Mas a mãe natureza é mais forte
E se por azar ou por sorte
Um colega se feria
E o cheiro de carne invadia suas narinas,
O ataque era brutal. 

Mas logo em seguida limpava sua lã
E se questionado por suas irmãs
A consciência nem pesava
Pois como alguém culpava
Um frágil cordeiro, pobre animal.