segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Como foi o show da Fresno, Toscano?

Muita gente ai esperando pra que eu falasse como foi o show e eu aqui enrolando todo mundo porque tava com preguiça de ter que repetir a mesma história mil vezes então falei pro povo que eu ia escrever um texto contando como foi. O texto é esse aqui que estou escrevendo agora.
Fomos pra Brasília eu, Arthur e Bruninho, ouvindo Fresno o caminho todo. Deu o tempo exato de ouvirmos os cds bons em sua ordem de lançamento (Ciano, Redenção, Revanche e Cemitério das Boas Intenções), variando momentos de empolgação onde todos cantamos juntos e momentos onde baixávamos a música para conversarmos. Viagem tranquila, sem grandes emoções. Inclusive vale salientar que toda a viagem foi assim, sem grandes surpresas e imprevistos. Chegamos lá, pousamos na casa do irmão Moraes mais velho e logo partimos para comer algo e ir para o show. Local de fácil acesso, não tivemos dificuldade de encontrar. Chegamos lá e o lugar era tipo uma quadra com uma tenda. Um palco massa, um publico mediano muito jovem e tals.
A primeira banda tinha acabado de começar a tocar. Uma banda com uma vipe meio banda de rock gospel e cantando umas músicas paias. Mandaram um cover de Foo Fighter que ganhou a simpatia de algumas pessoas, mas só aumentou minha antipatia. A segunda banda me ganhou muito. Scalene, que aparentemente tinham acabado de mandar a vocalista embora, mas os caras mandaram tão bem no show que eu nem consigo imaginar como era a disposição de palco antes da menina sair. Vocal maneira com músicas maneiras. Vou esperar sair material aí sem a menina cantando pra poder dar uma sacada no som deles.
Agora vamos ao show da Fresno. Estávamos lá no meio de um monte de meninas e pessoas paias esperando começar o show, todo mundo entra em frenesi quando a galera da banda aparece. Não to acostumado a ver esse tipo de reação quando banda aparece, mas relevei. Mal o show começou e eu dei um jeito de colar perto da grade e ficar a uns 3 metros da banda. O negócio é que as primeiras músicas os integrantes da banda estavam visivelmente incomodados com algo. Fazendo cara feia, reclamando do som. Tudo isso claro, sem deixar transparecer nada pra pequena multidão de fãs que cantavam enlouquecidos as músicas. Mas me incomodou pra caralho. Outra coisa que me incomodou foi que eu tava lá cantando e me empolgando e o povo que tava em volta de mim tava curtindo mas de outra forma. Não sei dizer, mas como o povo em volta de mim era praticamente meninas e fãs loucas, eu não tava confortável ali. Também comecei a sentir uma dor no ciático (que aprendi onde fica semana passada quando eu travei jogando basquete) e sai do meio da multidão e me afastei do palco.
O que eu descobri foi que de longe o show estava bem mais agradável. Além de eu conseguir ver a banda toda, o som ficava melhor e eu conseguia respirar direito. Com o passar do show, a banda foi se entregando mais e o show foi consequentemente ficando melhor. Até o ponto que eles foram tocar "Infinito", atual música de trabalho da banda. Nesse momento, Lucas, o vocalista da banda desabafou. Agradeceu o apoio de quem acompanhava eles há muito tempo e que quem ainda estava com a banda agora. Disse que eles estava lutando muito para manter a banda como estava e que a única coisa que ele pedia era respeito do público. Lucas Silveira, emocionado, se mostrou o último emo TRUE do Brasil e o desconforto inicial meio que se explicou. Antes do show o público gritava o nome do Tavares, integrante da banda que saiu há pouco tempo para se dedicar a seus projetos solos. O recado é basicamente esse: o cara saiu porque quis, todos gostariam que ele estivesse lá no palco com a banda, mas infelizmente ele não quer. Paciência, vivam com isso. O show continuou, ficando cada vez mais sensacional.
Concluindo: o show foi muito bom, apesar do começo que pra mim foi até broxante. Esperava mais entrega da banda nas músicas, o que dificultou que eu me entregasse totalmente a emoção ali também, mas vi muita menina de fã-clube chorando compulsivamente. Espero ter a oportunidade de ver shows ainda melhores deles.
Ponto alto do show pra mim foi Lucas Silveira cantando a parte do Tavares em "Milonga", mostrando que a banda continua sem ele e que ainda assim é sensacional. Ponto baixo foi o desânimo inicial, mas nada que tenha estragado o todo.
Depois do show ainda fui parar no Velvet com minha amiga Marina da Tants, onde vimos um cover ruim de The Smiths. Mas o lugar e a conversa foram bacana e valeu o fim da noite. A volta no outro dia também ocorreu sem grandes imprevisto, parei no Outlet de Brasília onde comprei minha camiseta da Seleção Estadunidense de futebol. No fim paramos no Burger King onde comi o melhor sanduíche do mundo. BK Chicken Crisp com adicional de queijo cheddar e bacon, junto com uma reflexão sobre o relacionamento moderno.
Esse foi Guilherme Toscano diretamente do passado escrevendo sobre seu fim de semana numa época onde as pessoas escreviam em blog pra isso.


Fotos: Tiradas e Instagradas por Arthur Moraes.