sábado, 30 de agosto de 2008

Cd Arranhado

Não precisa repetir, eu já sei
Não quer dizer que eu nunca te amei
Mas desde aquele cd arranhado
Nosso amor me pareceu errado
Travando as vezes ou repetindo
Os mesmos versos indo e vindo
Sei que o que fez foi sem querer
Mas tudo mudou
desde que arranhou
o meu cd.





obrigado.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Reflexão

meu reflexo não sorri pra mim há um tempo. é estranho, eu tento fingir um sorriso mas ele nada, nem se manifesta. outro dia eu tava encarando ele e ele quase sorriu, mas se manteve impassível. até tentei fazer umas palhaçadas, contar uma piada, mostrar fotos de bebês pandas, mas nada. tentei até fazer cosquinhas! o que será que eu fiz pra ele? acho que ele não gostou do meu novo corte de cabelo ou do jeito que eu fiz a barba. devo ter engordado. que droga! por que eu tenho que agradar a ele? eu não posso mudar nada em mim que ele já fica mal humorado? eu tento conversar mas ele não me responde, assim não chegaremos a lugar nenhum. maldita imagem no espelho que fica me olhando com essa cara de superioridade, espero que ele seja eternamente nada além de um plano na parede. deixa ele! vou começar a me vestir como um palhaço, pra ver como ele se sente. ele devia é agradecer que teve a sorte de ser o reflexo de alguém com bom senso estético como eu. e fica me olhando com esse mau humor habitual, já não aguento mais, quando eu acordo, não bastando minha cara amassada ele ainda vem com mau humor. aí meu dia fica uma merda porque eu comecei tendo que olhar pra ele. não adianta, você nunca será como eu. pode tentar, imagem estúpida! acho que vou parar de sorrir pra ela também.




obrigado.

Torta de Limão

vem colher limão na minha horta
vem que hoje eu quero comer torta
liga o forno acende a brasa
hoje ninguém mais sai de casa
vou estar no sofá mudando o canal
quero te ver botando roupa no varal
o tempo é muito rápido pra gravar
não quero ver a torta queimar.






o melhor da poesia neo-modernista.
obrigado.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Na escuta, Zordon!

estranho como as vezes nos contentamos com coisas simples. não, ainda não é a vez do conformismo, talvez em outra situação. dessa vez eu vim aqui falar sobre pequenas coisas que me deixam felizes. coisas que talvez deixem todo mundo feliz e coisas que só funcionam comigo mesmo. vou começar com as duas pequenas coisas que me motivaram a escrever isso aqui: a frase de boas vindas do meu celular e meus recentemente adquiridos toques de celular. a primeira tem 3 anos que me acompanha, toda vez que eu ligo meu celular aparece a frase "Eai, gatão? Como vai essa saúde?" e isso é o suficiente para arrancar de mim um sorriso há três anos e ainda tem o mesmo efeito. uma frase tão boba e até absurda (por que falar isso pra mim mesmo) e é isso mesmo que me agrada. minha vida gira em torno do absurdo. eu corro atrás do absurdo. eu penso em uma frequência diferente da de vocês porque me baseio no absurdo. eu vivo numa grande obra do surrealismo europeu, essa é a verdade, e o despropósito da frase citada é o que me faz feliz. os toques de celular, recentemente adquiri três musicas famosas, que tiveram e ainda tem uma importância na minha vida, são elas: O tema de Star Wars, O tema de The Legend of Zelda e o toque do comunicador do Power Rangers. pra vocês não deve fazer muito sentido (mas não é sobre isso que eu tava falando?), mas meu dia é milhões de vezes mais feliz desde que eu comecei a acordar ouvindo o tema de Star Wars e atender meu telefone com um "Na escuta, Zordon!". e assim eu rio de mim mesmo, por ser algo tão bobo e me fazer tão bem. e fico empolgado e quero mostrar tudo para alguém que vai achar aquilo só bobo. eles não entendem nada...


obrigado.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

e sabe o que há de mais irônico nisso tudo?

então, é a história de um cara (não, não sou eu) e ele se interessa por uma amiga antiga (minha, não dele) e me conta com uma certa frequencia sobre suas investidas e tentativas de se aproximar. ela, uma garota muito ocupada com estudos e a vida, não tem muito tempo de se divertir, o que obriga essa relação a se resumir a cartas (eu quero que sejam cartas). mas como todos vocês, assíduos frequentadores dos Correios, sabem, cartas sempre tem frases que abrem espaço para mais de uma interpretação e que você fica se remoendo o que foi que seu amigo quis dizer e você não entende muito bem a letra dele e essas coisas. ela, uma senhorita de classe, não de pose. ele, um poeta que se perde em seus pensamentos. ela, feita pra casar, não no sentido moderno, mas no sentido contemporâneo da coisa. ele, feito pra sonhar, não que seus sonhos nunca vão se realizar, mas um daqueles que quando acordar vai desejar estar dormindo. é curioso ver os relatos do poeta contando dos desencontros e escapadelas dela. mas ela, a bailarina (falei que ela era bailarina?), continua em cima do palco, enquanto nós (o filósofo, o poeta e você, leitor) olhamos pra ela aqui de baixo. ela vai ser tudo que ela sonha. ele não. não por incapacidade dele ou maldade do destino, mas porque o destino dele é sonhar, e enquanto ele sonhar, ele ainda existe. não que ele esteja errado. não afirmo nada porque nada sei. só analiso as informações que ele me passa. enquanto isso, ela dança lá em cima.

e sabe o que há de mais irônico nisso tudo?
augusto dos anjos não bebia.






ps. o título e a frase final sobre augusto dos anjos é uma pequena contribuiçao do amigo juba no texto, não que ele saiba que elas estão aí, mas a achei uma bela frase e queria encaixá-la em algum lugar.

ps2. pequenas alterações para melhor dicernimento do texto, mas como ninguem o leu ainda, tanto faz...

sem mais.