segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Tormenta.

Estamos pedindo socorro
na madrugada
a tempestade chega e derruba
a embarcação

Mais de cem dias
navegando em calmaria
Para no fim afundar
Em águas rasas no mar

Escória dos ventos
Marujos sem medo
Enfrentando mil metros
Da raiva de Deus

Seu amor é um risco
Que chega sem aviso
E te leva na onda 
pra uma praia qualquer

O buraco na proa 
leva a tripulação
A morrer no mar

Inunda canoas 
e a comunicação
Da embarcação

Sua lingua é o timão
aponta a direção
Das palavras que saem
E também das que não

Mas um erro te afoga
Quando você menos nota
Vira o casco e afunda
Ou destrói o convés
O barco sente
O mar pressiona seu casco
Então eu vejo o farol
Entre a chuva e o mar

E peço por favor
Pra acertar minhas contas
Mas a manhã me encontra
30 milhas depois


O capitão se mantém
firme com a nau
Em toda situação

Mas a água congela
ao toque da mão
Lutar é em vão

O tempo passa e a história segue
Até tudo sumir
Me acalme e deixe-me provar seu sal
enquanto estou aqui

Eu sou aquele que assombra o sonho
de quem pensa em mim
Eu disse tudo que queria
mas não pude ver o fim

Isso é o que sempre quis
Morrer pra poder ser feliz
No fim você que tem razão
Você é água eu sou pulmão

Chegou o fim.

Livre tradução de "Play Crack The Sky", por Jesse Lacey.

Um comentário:

  1. Vim aqui como quem não quer nada e fiquei chocado ao descobrir que ainda existe, tá firmão, saindo texto direto. Massa demais =)

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