sábado, 31 de julho de 2010

A Vingança

Ele foi traído e queria vingança. Fazer o mesmo não adiantava, ela tinha que sentir o que ele sentiu e ficar "tudo igual" não era seu objetivo. O sentimento tinha que ser o mesmo. Aquela sensação de perder o chão, de levar uma facada da única pessoa em que confiava virar as costas, ela tinha que perder, assim como ele perdeu, noites em claro imaginando o porquê dele ter feito isso. Chorar até perder o ar ou se desitratar, enquanto gritava no travesseiro para não incomodar os vizinhos. Refletir sobre tudo de bom que eles passaram juntos, tudo jogado no lixo por causa de um simples ato. Um ato que poderia ter sido evitado, conversado. Um ato impulsivo, algo de momento que terá reflexo sobre o futuro dos dois. Mas o que ela tinha feito não tinha perdão. Não tem como voltar atrás, desfazer. Quanto mais ela se dizia arrependida, mais malígna eram seus planos de se vingar. Ele não tinha medo do que os outros iam pensar, até porque não tinha dúvida que lhe dariam razão. Ele decidira: ia tatuar o símbolo do Timão no peito. Só aquilo para competir a altura a traição dela, de aparecer na casa do Marcão com o uniforme do Palmeiras depois do acordo de não manifestar sua preferência em público. Quando se casaram, combinaram de nunca dizer em público para qual time torcem para evitar discórdias, se ela tinha rompido esse primeiro trato, ele já estava preparado para qualquer coisa.

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