quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Soneto Involuntário De Uma Breve Amizade

Cercado por 100 pessoas sem ninguém pra conversar
Olhando para o quadro-negro, vendo o tempo passar
Dou um sorriso simpático, pergunto que horas são
Mas meus colegas de classe não esboçam uma emoção

Olho para todos os lados quando vejo a solução
Bebo toda a minha água e fico com o copo na mão
Tiro a caneta da orelha, boca e olhos eu desenho
Não fica muito simpático mas é tudo que eu tenho

Ele não para de sorrir e nem para de me olhar
Mesmo não falando muito ele é ótimo pra escutar
E assim a tarde passa sem eu menos perceber

Uma lágrima em seus olhos eu vejo escorrer
Do meu companheiro copo vou sentir muita saudade
Pois eu tive que deixá-lo numa lixeira na cidade