segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Todas as canções de amor devem ser fáceis de tocar.

As grandes canções de amor obrigatoriamente devem ser fáceis de tocar, e fáceis de se memorizar também. Porque todos teremos de nos declarar ou desabafar sobre amor em algum momento da vida e é injusto termos que fazer cinco anos de aula de violão e canto lírico para simplesmente tocar uma canção de amor. Todos devem ter seu momento de fama em uma roda de violão, de preferência com as meninas suspirando e os meninos cantando junto baixinho. Ou mesmo sozinho no quarto chorando enquanto repete as palavras de seus ídolos. O caráter universal desse sentimento (ou até mais da ausência dele) faz com que cada palavra seja verdadeira na maioria dos casos, independente de quem as está dizendo. Assim se você especifica sua canção de amor, colocando um nome, por exemplo, você dificulta que sua geração (e as próximas gerações) se identifique com o que você diz. Faça canções de amor, mas deixe seu virtuosismo técnico e lírico para as outras canções.

Por um mundo onde qualquer um possa se declarar ou chorar empunhando um violão.


Em breve, esse desabafo também estará em forma de canção.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

To Be Continued Tales #2

Luiza tomava sol em sua mansão quando um homem de terno entra e se aproxima, tentando não olhar para o corpo de sua patroa.
- Preciso que você faça algo pra mim, Rico.
- É para isso que a senhora me paga, madame.
- Dessa vez é algo diferente.
- Eu já provei pra senhora naquele incidente em Cancun que farei o que quiser, madame.
- Preciso que você busque alguém para mim no aeroporto.
- Não entendo quão estranho isso pod...
- Não terminei. Você vai buscar esse senhor aqui.
Ela pega uma foto em sua bolsa e entrega para Rico. Rico parece chocado.
- M-mas madame, isso é impossível. Eu mesmo o matei há três anos atrás... a mando da senhora.
- Apenas vá, Rico.
Rico concorda e caminha para a saída.
- E Rico, não garanto que ele vai te receber bem.

TO BE CONTINUED...


Você pode ler a To Be Continued Tales #1 por Arthur Moraes clicando aqui.