"Hoje você vai ver um biscoito da sorte que você nunca viu antes" (Orkut)
Caro Senhor que escreve a sorte de hoje no Orkut,
Transferir a responsabilidade para outra pessoa não resolve meu problema.
Agradecido.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
A Teoria da Nuvem Paradoxal.
Eu tenho uma teoria de que o mundo vai acabar no que eu gosto de chamar de "Nuvem Paradoxal". É mais ou menos assim: eu sou uma pessoa que convivo com coisas muito absurdas no meu dia-a-dia e eu gosto muito dessas coisas absurdas que acontecem. Por admirar essas coisas eu acabo gostando de filmes como "The Hangover" (Caralho, ele perdeu um dente. Tem um bebê ali! Puta que me pariu, um tigre! CARALHO, É O TIGRE DO MIKE TYSON.) e séries como "Family Guy" (Velho, por que ele tá brigando com uma galinha gigante?). O inesperado me atrái, o absurdo, o nonsense. O problema que algumas vezes o absurdo ultrapassa todas as barreiras da realidade e é disso que eu estou falando. Um exemplo? Certa vez estava eu no meu msn no que parecia ser um dia normal, de repente abre uma janela com um link, conhecendo meus amigos eu já imaginei que boa coisa não poderia ser, mas nada poderia me preparar para o que estava por vir: Uma foto deste meu amigo com o Ximbinha (sim, aquele do Calypso) na casa do meu amigo. Depois de alguns segundos em choque, onde fiquei com medo de meu cérebro ter derretido de vez, consegui espalhar aquela foto para outros contatos e dividir aquele absurdo com outras pessoas. E é daí que vem meu medo. Minha teoria é basicamente essa: um dia vai acontecer algo tão, mas tão absurdo, um paradoxo tão grande, que o mundo inteiro (não só o mundo, mas todas as coisas existentes no universo) deixarão de existir em uma grande Nuvem Paradoxal (tudo se desintegraria em uma grande nuvem branca causada pelo paradoxo supremo, algo como a palavra proibida que ninguém diz). Alguém vai falar uma frase tão sem sentido e inesperada que vai destruir toda a matéria existente. Durante uma aula comum, um aluno vai levantar a mão e dizer "Professor, acabou o presunto" e essa simples frase vai ser a responsável pelo fim do mundo. Ou talvez, aquela conhecida brincadeira de um aluno entrar na sala de um colega e perguntar "Alguém tem uma furadeira?" e outro responder "Ah, eu tenho!" enquanto tira a furadeira que por acaso trouxe pra escola. Só que dessa vez sem ser nada combinado. A teoria da Nuvem Paradoxal também teria uma explicação para vocês cristãos: Algo muito absurdo aconteceria, Deus olharia pra Terra, cutucaria algum anjo que estivesse do lado dele e diria: "Agora sim eu vi de tudo. Destrua esse Universo que eu vou voltar a jogar The Sims". E a existência iria embora em uma grande Nuvem Paradoxal. Por isso eu tomo muito cuidado com o que eu digo e faço, não quero ser responsável pelo fim de toda a humanidade e quando eu presencio alguma coisa realmente absurda, eu fico esperando tudo se desintegrar ao som de cem mil vozes em um unico grito dizendo "UOP!'.
domingo, 23 de agosto de 2009
Sorte do Dia
"Envelhecer não é tão ruim se você considerar as alternativas." (Orkut)
Dizer que eu to reclamando de ficar velho e que pra não envelhecer eu tenho que morrer vai melhorar meu dia COMO?
Chegamos ao post de número 100 deste blog. Obrigado a todo mundo (vocês três) que me acompanha. =D
Dizer que eu to reclamando de ficar velho e que pra não envelhecer eu tenho que morrer vai melhorar meu dia COMO?
Chegamos ao post de número 100 deste blog. Obrigado a todo mundo (vocês três) que me acompanha. =D
sábado, 8 de agosto de 2009
Paulo Enfrenta a Morte.
Paulo jogava xadrez com a Morte toda terça feira a noite. Não se lembrava bem como começou aquilo tudo, mas toda terça feira a Morte entrava em seu apartamento e eles jogavam xadrez. Ela gostava de um pouco de leite no café e nunca aceitava as bolachinhas. No começo Paulo tentou fazer uns jantares diferentes, mas ela não comia, então se limitava a oferecer bolachinhas por já estarem lá mesmo.
- Semana dura essa, hein, Paulo.
- Nem me fale, tive dois casamentos pra arrumar lá na Floricultura e a Eduarda num foi a semana inteira.
- Fui num casamento essa semana, a mãe do noivo não aguentou e eu dei uma passada por lá. Também pra ter uma nora feia que nem aquela melhor morrer mesmo.
- A mãe da Eduarda tava no hospital, caiu da escada e quebrou a bacia, tava internada a semana inteira. Ela não tá na sua lista recente não, né?
- Não, não. Pode falar pra Eduarda ficar tranquila que num é agora que a mãe dela empacota não. Xeque.
- E esse negócio do Michael Jackson, hein? Meio inesperado, né? Ele tava lá todo Rei do Pop, voltando pra fazer uns shows e você...
- Você gostou? Demorei um tempo pra criar coragem mas consegui. Mas tirei uma foto com ele antes, claro. Não é sempre que você tem essas oportunidades, tive que aproveitar. Quer ver a foto? Acho que tá aqui em algum lugar...
- Ah, não precisa. Eu sou um grande fã dos Beatles, você num tem uma foto com o John Lennon aí não? Só pra eu mostrar pra Eduarda.
- Xeque. Ah, o Lennon não, na época eu não tinha a máquina fotográfica ainda. Grande sujeito, esse Lennon. Tinha um negócio meio Paz e Amor e fim as guerras. Admiro isso numa pessoa.
- Só por curiosidade, quem é que escolhe quem morre? É algum sistema de computador ou algo assim?
- Xeque-mate. Até semana que vem, Paulo.
- É... até.
Paulo sempre deixava a Morte ganhar. Isso depois de descobrir que sua vida não estava em jogo, claro. Melhor não irritá-la.
- Semana dura essa, hein, Paulo.
- Nem me fale, tive dois casamentos pra arrumar lá na Floricultura e a Eduarda num foi a semana inteira.
- Fui num casamento essa semana, a mãe do noivo não aguentou e eu dei uma passada por lá. Também pra ter uma nora feia que nem aquela melhor morrer mesmo.
- A mãe da Eduarda tava no hospital, caiu da escada e quebrou a bacia, tava internada a semana inteira. Ela não tá na sua lista recente não, né?
- Não, não. Pode falar pra Eduarda ficar tranquila que num é agora que a mãe dela empacota não. Xeque.
- E esse negócio do Michael Jackson, hein? Meio inesperado, né? Ele tava lá todo Rei do Pop, voltando pra fazer uns shows e você...
- Você gostou? Demorei um tempo pra criar coragem mas consegui. Mas tirei uma foto com ele antes, claro. Não é sempre que você tem essas oportunidades, tive que aproveitar. Quer ver a foto? Acho que tá aqui em algum lugar...
- Ah, não precisa. Eu sou um grande fã dos Beatles, você num tem uma foto com o John Lennon aí não? Só pra eu mostrar pra Eduarda.
- Xeque. Ah, o Lennon não, na época eu não tinha a máquina fotográfica ainda. Grande sujeito, esse Lennon. Tinha um negócio meio Paz e Amor e fim as guerras. Admiro isso numa pessoa.
- Só por curiosidade, quem é que escolhe quem morre? É algum sistema de computador ou algo assim?
- Xeque-mate. Até semana que vem, Paulo.
- É... até.
Paulo sempre deixava a Morte ganhar. Isso depois de descobrir que sua vida não estava em jogo, claro. Melhor não irritá-la.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Por Sempre Andar
Ele andava, mesmo sem saber pra onde ia, ele andava. Encontrava pessoas no caminho, desconhecidos, amigos e futuros amigos. Alguns até que caminhavam com ele um tempo mas sempre o abandonavam em alguma parte do caminho para poderem continuar com suas vidas. Ele não, ele continuava a andar mesmo porque não tinha muitas opções, ou era isso ou era a apatia de ficar parado e taí uma coisa que ele não aguentava era ficar parado. Um dia ele conheceu ela que não quis caminhar muito e logo parou. Só que a conversa entre eles estava tão interessante que ele também parou por um tempo para que pudessem continuar a conversa. Ele sentia falta do cabelo dela voando contra o vento da época em que eles andavam e suas próprias pernas já sentiam falta de andar também. Ela não queria mais andar, nunca foi de andar muito e já estava cansada daquilo. Ele ainda tinha a esperança de convencê-la a voltar a andar, ela ria daquilo tudo. Aos poucos ele foi se acostumando a ficar parado, no mesmo lugar por muito tempo, raramente conhecendo pessoas novas que passavam casualmente por onde eles estavam, mas ainda sentia falta do mundo passando sobre seus pés. Um dia, ele explodiu:
- Por que ainda estamos aqui?! Por que não andamos mais?!
Ela riu e pôs a mão no joelho dele:
- Você não precisa mais andar, querido. Você já chegou.
Ele sorriu.
"Por sempre andar, andar
Sem nunca parar
Pequenas coisas vão ficando pra trás"
- Por que ainda estamos aqui?! Por que não andamos mais?!
Ela riu e pôs a mão no joelho dele:
- Você não precisa mais andar, querido. Você já chegou.
Ele sorriu.
"Por sempre andar, andar
Sem nunca parar
Pequenas coisas vão ficando pra trás"
quarta-feira, 22 de julho de 2009
O Caminho Que Eu Quero Seguir
Eram dois amigos mas, apesar de terem aproximadamente a mesma idade, a relação entre eles era mais de mestre-aprendiz. O, digamos, "Mestre" tinha vivido mais experiências em sua vida do que o, digamos também, "Aprendiz", e isso tinha possibilitado a ele desenvolver um senso crítico muito apurado sem contar sua ótima capacidade de tomar decisões em situações difíceis. O Aprendiz ainda era inseguro, causado por sua inexperiência. A opinião do Mestre contava muito pro Aprendiz e, nas horas de incerteza, era o Mestre que decidia, mesmo que indiretamente, qual rumo seguir. Eles conversavam muito das coisas mais banais às mais relevantes.
Em uma dessas conversas, Aprendiz faz uma pergunta que sempre lhe incomodou:
- Mestre, o que você faz quando tem dúvidas?
- Ah, meu jovem, eu pergunto para os meus próprios mestres.
- E como você sabe quais deles está certo?
- Eu não sei, apenas fico com a resposta que melhor me convier.
- Então um dia eu terei meu próprio aprendiz?
- Não, não. Você não vai ter aprendizes, assim como eu não tenho um nem meus mestres tem. A relação é inversa. É você quem decide a quem ouvir, logo a posse está com você. Você possui mestres, mas eles não te possuem. O dia em que minhas respostas não forem as que você julgar certas, você é livre para sair e se afastar. O que tento passar pra você, além de qualquer conselho que você já tenha ouvido, é principalmente a capacidade de criar suas próprias respostas. Quando você desenvolver segurança no seu próprio senso de direção, com certeza surgirão pessoas menos inexperientes para te perguntar o caminho.
Assim o Aprendiz confirmou que seu amigo era um grande homem e que era esse o caminho que ele desejava seguir.
Em uma dessas conversas, Aprendiz faz uma pergunta que sempre lhe incomodou:
- Mestre, o que você faz quando tem dúvidas?
- Ah, meu jovem, eu pergunto para os meus próprios mestres.
- E como você sabe quais deles está certo?
- Eu não sei, apenas fico com a resposta que melhor me convier.
- Então um dia eu terei meu próprio aprendiz?
- Não, não. Você não vai ter aprendizes, assim como eu não tenho um nem meus mestres tem. A relação é inversa. É você quem decide a quem ouvir, logo a posse está com você. Você possui mestres, mas eles não te possuem. O dia em que minhas respostas não forem as que você julgar certas, você é livre para sair e se afastar. O que tento passar pra você, além de qualquer conselho que você já tenha ouvido, é principalmente a capacidade de criar suas próprias respostas. Quando você desenvolver segurança no seu próprio senso de direção, com certeza surgirão pessoas menos inexperientes para te perguntar o caminho.
Assim o Aprendiz confirmou que seu amigo era um grande homem e que era esse o caminho que ele desejava seguir.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A Galinha e o Ateu
Hoje o tio Toscano vai trazer pra vocês uma fábula escrita a tanto tempo que ele nem lembra mais. É a história de uma galinha. E de um ateu. Porque o tio Toscano escreveu uma fábula é uma coisa que se perdeu na memória, o importante é que o texto ainda é relevante e vai ser republicado aqui.
A Galinha e o Ateu.
Certa vez, ao deparar com uma galinha atravesando uma rua sem parar, indo e voltando, um ateu pára a galinha e a pergunta as razões que a leva a atravessar a rua, sem pestanejar, a galinha responde: "Para chegar ao outro lado, por que mais seria?". O ateu, notando a confusão da galinha resolve tentar convencer a galinha de que ela está sempre voltando para o mesmo lado. "Mas o Outro Lado sempre está de lá, e por mais que eu tente, ele sempre muda de lugar mais rápido do que eu, mas eu acredito que um dia estarei lá com todas minhas amigas galinhas que conseguiram chegar ao Outro Lado". O ateu, vendo que era inútil tentar convencer uma galinha de alguma coisa, desiste e vai embora. Ao dar uma última olhada, vê, sem poder fazer nada, um caminhão passar por cima da galinha e pensa: "E não é que ela encontrou o outro lado?". E riu irônicamente.
Moral da história: Não interfira nos objetivos dos outros só porque não fazem sentido pra você
(ou qualquer outra coisa que vocês tenham aprendido dessa história boba).
A Galinha e o Ateu.
Certa vez, ao deparar com uma galinha atravesando uma rua sem parar, indo e voltando, um ateu pára a galinha e a pergunta as razões que a leva a atravessar a rua, sem pestanejar, a galinha responde: "Para chegar ao outro lado, por que mais seria?". O ateu, notando a confusão da galinha resolve tentar convencer a galinha de que ela está sempre voltando para o mesmo lado. "Mas o Outro Lado sempre está de lá, e por mais que eu tente, ele sempre muda de lugar mais rápido do que eu, mas eu acredito que um dia estarei lá com todas minhas amigas galinhas que conseguiram chegar ao Outro Lado". O ateu, vendo que era inútil tentar convencer uma galinha de alguma coisa, desiste e vai embora. Ao dar uma última olhada, vê, sem poder fazer nada, um caminhão passar por cima da galinha e pensa: "E não é que ela encontrou o outro lado?". E riu irônicamente.
Moral da história: Não interfira nos objetivos dos outros só porque não fazem sentido pra você
(ou qualquer outra coisa que vocês tenham aprendido dessa história boba).
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